Livros Publicados

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Entre Aspas 2

L&PM Editora, 2016

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Prefácio de Ignácio Loyola Brandão

Para o correspondente internacional Fernando Eichenberg, uma entrevista é muito mais do que a busca por declarações bombásticas ou por opiniões sobre um assunto da hora. É, sim, um evento antecedido por cuidadosa preparação e muita pesquisa, que resultam num mergulho na obra do entrevistado. Assim, e somente assim, se pode estabelecer um clima de conversa íntima, por vezes amistosa, em que o entrevistado relaxa a ponto de fazer reflexões significativas sobre o próprio trabalho e a sociedade. Mas, apesar dos preparativos, é ainda um momento fugaz e imprevisível: não há volta para a decisão de fazer ou não uma pergunta e a conversa sempre pode tomar um rumo imprevisto – ou não render como o imaginado.

As trinta entrevistas aqui reunidas são fruto da longa experiência do jornalista aliada a uma profunda consciência quanto à delicadeza do ofício, e merecem um lugar muito além das páginas dos periódicos em que foram publicadas. Elas nos revelam, por exemplo, que a infância vivida observando o cotidiano no pequeno hotel administrado por seus pais foi de suma importância para suscitar o interesse de Pina Bausch pelo drama humano. Que o controverso escritor Michel Houellebecq, autor de Partículas elementares, não resistiu ao massacre e desligou a tevê após o 4º gol da Alemanha no dia da partida contra o Brasil na Copa de 2014. Ou ainda que foi por uma jovem brasileira que Charles Aznavour se apaixonou pela primeira – e talvez única – vez. Ou que, para Elisabeth Roudinesco, o Brasil é provavelmente o país mais freudiano neste início de século XXI.

A maioria dos entrevistados são artistas, como os atores Charlotte Gainsbourg e John Malkovich, os autores Sempé e Robert Crumb, os cantores Aznavour e Michael Stipe; mas há também pensadores como Luc Ferry, e até políticos, como Robert Badinter, ex-ministro da Justiça francês responsável pela abolição do uso da guilhotina. Embora se trate na grande maioria de entrevistas realizadas em solo europeu com personalidades europeias, os entrevistados têm em comum compaixão e genialidade, o que faz deste, mais que uma leitura importante e deleitável, um livro capaz de renovar nosso encanto pelas realizações humanas.

“O que o jornalista faz é uma obra também sobre a arte de entrevistar. Uma arte que tem um tanto de ciência e um tanto de inesperado.” O GLOBO, 25/04/2016 

“Os livros reúnem entrevistas com personalidades dos mais diversos campos de atuação, como cinema, música, filosofia, literatura etc.” FOLHA DE SÃO PAULO, 22/06/2016

“Lendo o livro, você perceberá como os entrevistados simpatizam com o Dinho e se abrem facilmente com ele, como se estivessem nos altos daquele sexto andar de Saint-Germain.” DAVID COIMBRA, ZERO HORA, 03/05/2016

Entrevista na RFI, 26/07/2016


Reedição Entre Aspas 1, versão pocket

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L&PM Editora, 2016

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Entrevistar é uma arte sutil, para poucos – entre os quais Fernando Eichenberg. Em quase duas décadas o jornalista e correspondente internacional realizou dezenas de entrevistas alentadas com personalidades de primeiro time: de artistas como Wim Wenders, Fanny Ardant e Emir Kusturica a pensadores como Baudrillard e Tzvetan Todorov, entre outros. Eis os melhores textos, ricamente preparados, em que algumas das grandes mentes do nosso tempo refletem sobre sua obra, a arte e a sociedade.


 

Entre Aspas – Diálogos Contemporâneos

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Editora Globo, 2006.

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Se a entrevista é o lugar em que escritores e artistas se convertem em personagens, ‘Entre Aspas – Diálogos Contemporâneos’ pode ser descrito como um grande romance jornalístico. Suas personagens são ficcionistas, compositores, filósofos, diretores de cinema, atores. Seu cenário principal, a cidade de Paris, onde o jornalista gaúcho Fernando Eichenberg mora desde 1997 – e de onde vem escrevendo esses capítulos saborosos, protagonizados por personalidades como Wim Wenders, Julia Kristeva, Fanny Ardant, Antonio Tabucchi e Pierre Boulez. As entrevistas de Eichenberg não obedecem ao timing ou à pauta convencionais do jornalismo cultural. Ou seja, vão muito além do depoimento fugaz, concedido por ocasião de ganchos como o lançamento de um livro ou a estréia de um filme. Seus encontros são precedidos por um longo período de maturação, de leitura e estudo do conjunto da obra do entrevistado – que, por sua vez, nunca é uma figura efêmera da sociedade do espetáculo.


 

Viagem

Editora Artes e Ofícios, 2001.

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Histórias de viagens, muitas delas profissionais, feitas por dois jornalistas. Mas além do profissionalismo, há o gosto pela aventura. As histórias se passam tanto em lugares clássicos como em inusitados, Américas, Europa, África, Ásia. Todos são verdadeiras. Itália, França, Bolívia, Paraguai, Espanha, Estados Unidos e Colômbia (David Coimbra); Alemanha, Bósnia, Burkina-Faso, Macedônia, Ucrânia e Índia (Fernando Eichenberg).

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Entrevistas, reportagens e textos de um jornalista em Paris